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Fabio Azevedo
 
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Início do fim!
Torcida do Vasco clama pelo ídolo Roberto Dinamite


A torcida do Vasco deu uma demonstração, durante o clássico com o Fluminense, de que não agüenta mais os mandos e desmandos do presidente do clube. Após tentar, até a última hora, transferir o local da partida, o presidente "solicitou" a retirada dos titulares, a fim de poupá-los para o jogo seguinte, que foi com o Volta Redonda. Isto sem falar no luto oficial que foi decretado, pelo período de 3 dias. Quem morreu?

Como será que se sentiu o vascaíno que comprou ingresso para ver o time principal e não viu? Será que se você fosse ao cinema e a direção decidisse alterar o filme, você ficaria satisfeito? Pediria o dinheiro de volta?

Em resposta a este ato isolado, de uma pessoa que faz do Vasco seu feudo, a torcida vaiou, hostilizou e gritou o nome de Roberto Dinamite, que é persona non grata para o atual presidente do clube, que um dia mandou retirá-lo da tribuna de São Januário.
Mas para a torcida, que ele já deu grandes alegrias e títulos memoráveis, o Dinamite não é.

Muito pelo contrário, ele é o grande ídolo, que dignificou a camisa 10. Camisa esta que não precisa ser imortalizada, pois já faz parte da história do futebol vascaíno. Roberto formou várias gerações e levou milhares de apaixonados ao estádio. Quem não gostava de ver o duelo Dinamite x Zico, no Maracanã? Rivalidade sadia, alimentada por pessoas que queriam ver o bem do futebol.

Quem não respeita a história, o passado de um clube, não pode assumir o presente e olhar para o futuro. O Vasco abriu as portas para o negro no futebol, mas, hoje, fecha para os torcedores, investidores e profissionais de imprensa. Há quanto tempo o clube não arrecada com patrocínios?

No fim deste ano tem eleição no clube. Pela insatisfação, os associados devem pensar bem antes de votar. Será que o Vasco não precisa crescer, modernizar e, principalmente, voltar a ser campeão. A história cruzmaltina é grandiosa e não merece ser manchada por caprichos ou vontades deste ou daquele que esteja no seu comando, com o poder na mão.

Até quando o clube vai ser dirigido como se fosse um feudo, onde um manda e os outros obedecem? Vivemos em uma democracia, onde o debate e a transparência fazem parte do dia-a-dia.

Se a voz do povo é a voz de Deus...... a benção, vascaínos!

 

 
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