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Jorge Eduardo
 
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Salve, salve amigos!
Salve, salve amigos!

Coríntians e Palmeiras estão de braços dados na zona do rebaixamento do campeonato brasileiro. Parece até que o futebol paulista quer reviver os piores momentos do futebol carioca, do futebol mineiro e do futebol baiano, por exemplo.

O palmeiras ainda está em situação pior que a do “Todo Poderoso Timão”. O time do Parque São Jorge é o 18º colocado, com 9 pontos ganhos e o do Palestra Itália é o 19ª, com apenas 4. Só lembrando que até ontem foram disputados 30 pontos em 10 jogos. Em outras situações o pujante futebol paulista era tido como modelo de organização e estrutura esportiva, um paradigma a ser seguido.

Hoje, tirando o São Paulo que ocupa a terceira posição e, portanto, na faixa de classificação à Libertadores, os outros clubes do estado estão sofrendo muito no campeonato nacional.

O Palmeiras tem 1 vitória, 1 empate e, impressionantes, 8 derrotas nos 10 jogos e o Coríntians tem 3 vitórias e, não menos impressionantes, 7 derrotas. O que está havendo com o futebol paulista?

Será que o outrora modelo de virtudes está em decadência? Por que as mesas redondas de domingo não utilizam as mesmas cores para pintar o quadro de hoje, como normalmente pintam quando um ou outro time de fora de São Paulo vive mau momento?

Lamentavelmente essa fase de Coríntians e Palmeiras é ruim para o futebol brasileiro como um todo e não só para as torcidas paulistas. Como é ruim também quando mineiros, cariocas, baianos, gaúchos e como é ruim para qualquer um não estar bem num campeonato como o brasileiro.

Se essa argumentação toda sobre a zona de rebaixamento não está soando bem, se ela pode estar parecendo bairrista, vale lembrar que “pau que dá em Chico, dá em Francisco”, também. Se não é legal ouvir que seu time ou sua praça está por baixo, ou está na pior, ou ainda, que fracassa no campeonato brasileiro, certamente não é legal fazer isso quando alguém passa o mesmo momento. Por fim, por estarem expondo o futebol paulista, que inegavelmente é dos mais importantes para o cenário brasileiro, eu critico Palmeiras e Coríntians e critico também a provinciana e bairrista imprensa paulista.

 

 
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