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Leandro Lacerda
 
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Robinho e os Reais
O título desta coluna pode parecer estranho, mas é o reflexo exato do que vem acontecendo recentemente no futebol brasileiro. E o exemplo clássico desta política é o meio-campo Diego, do Fluminense. Vendido a um grupo de empresários portugueses, o jogador, agora, pode ser emprestado ao próprio tricolor das Laranjeiras, numa das operações mais estranhas que eu já vi no futebol.

O fato é o seguinte. Pessoas físicas não podem ser proprietárias de atletas. Logo, o grupo de empresários que contratou o atleta está tentando repassar o jogador a um clube português - o Benfica, que não chegou a um acerto sobre valores. O pior nisso tudo é que Diego continua treinando, sem poder ser escalado, já que ninguém sabe ao certo sobre sua situação.

Outro caso no mínino estranho foi a repentina saída de Fabiano Eller do Fluminense. O jogador que, recentemente, ficou desesperado durante passagem pelo Oriente Médio, viu no clube das Laranjeiras um "porto seguro", já que a diretoria tricolor não só repatriou o atleta como o deu totais condições para exercer seu futebol. E agora, depois que Fabiano Eller chegou, inclusive, à seleção, o empresário Eduardo Uram negocia o jogador com o futebol turco. No mínimo uma covardia, ainda que se diga que o zagueiro vá fazer sua independência financeira.

Por fim, vale citar o caso mais famoso: o do atacante Robinho. Antes de apareceu com a camisa 7 do time da Vila Belmiro, Robinho não passava de mais um garoto sonhando em ser ídolo no futebol. Hoje, pelo visto, ele esqueceu disto; ou os dólares do Real Madrid comparam sua memória? Que todos nós achamos imprescindível para a carreira de Robinho que ele vá atuar na Europa, me parece indiscutível. Mas Robinho tem que sair pela porta da frente, e não do modo como ele vem tentando sair, forçando barra. Até porque, o Real Madrid tem dinheiro suficiente para contratar qualquer atleta do planeta e, por isso, não vai ficar brigando para contar com o astro das pedaladas. E se os dirigentes do clube merengue desistirem, Robinho vai ter mesmo é que se contentar com os nossos reais.

 

 
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