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Tonico Bittencourt
 
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Razão e Coração

No jogo de estréia da Seleção Brasileira, aconteceu tudo o que era esperado e algumas boas surpresas.

O esperado era a Croácia jogar com nove, as vezes dez, jogadores em seu campo de defesa. Marcação cerrada em cima do Ronaldinho Gaúcho. O Dida não sair nos cruzamentos. O Cafu ter dificuldade para marcar um ponta ligeiro e habilidoso, embora não tenha comprometido a defesa.

Em contra-partida as boas surpresas foram a boa fase de Dida embaixo das traves. Mostrou uma excelente colocação nos chutes que conseguiram passar por nossa sólida defesa.

Tirando a pixotada que o Roberto Carlos ia fazendo na cobrança de uma falta na intermediária, cruzando a bola e me fazendo lembrar do Toninho Cerezo, a defesa se comportou bem, tirando bolas alçadas na área com freqüência e dando botes certeiros e iniciando bons ataques.

Outra boa surpresa foi a pressão inicial, que foi testada nos coletivos e que funcionou bem, enquanto a Croácia ficou assustada. Mas isso só foi possível por causa da condição física que a Seleção exibiu. O Kaká parece que está no início de temporada, o Emerson e o Zé Roberto também, e toda a defesa jogou ganhando todas as divididas.

A única coisa que destoou no time foi o ataque, mostrando que o Ronaldo e o Adriano não devem jogar juntos. Pode ser que com os dois em forma isso mude, até durante a própria Copa, agora com o Ronaldo com falta de ritmo evidente e o Adriano correndo igual um touro, sem conseguir fazer tabelas, vamos depender muito do meio campo. A entrada do Robinho facilitou as coisas para o meio-campo, pois apareceu mais um para jogar e tocar a bola. Não acho que o Ronaldo deva sair para entrar o Robinho, até pela bagagem do primeiro, devemos tentar mais vezes nesta primeira fase.

Agora o ponto alto do jogo foi o golaço do Kaká. A bola, passada na fogueira, ele consegue com um toque de perna direita limpar totalmente a jogada. Olha para o gol, vê a posição do goleiro e chuta de chapa, de perna esquerda, que não é a boa dele, fora do alcance do goleiro. Um exemplo divino de praticidade, elegância, objetividade, genialidade, tudo isso da forma mais simples possível. NOTA 1000 para a jogada do Kaká.



 

 
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