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Valter Ferreira Mariano
 
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CIÚME, A ERVA DANINHA NA ARBITRAGEM
 
O ciúme é um sentimento letal. Aos poucos ele se apodera e torna escravo aquele que a insegurança permitiu crescer.

Infelizmente o ciúme é um sentimento vivo dentro do universo da arbitragem. O árbitro vê o árbitro como adversário. Demonstra sua insegurança ao tomar conhecimento da escala, querendo pra si o jogo do companheiro ao invês de desejar boa sorte.

O ciúme está intimamente relacionado à inveja. A diferença é que a inveja não envolve o sentimento de perda. O ciúme é um desconforto e raiva e atormenta aquele que cobiça algo que outra pessoa tem. O ciúme esmaga a auto-estima e se torna em uma verdadeira erva daninha.

O árbitro deve evitar ser contaminado por esta "erva daninha". O treinamento físico, o estudo e o espírito das regras, bem como o companheirismo, amizade e lealdade, forjados no seio familiar, formarão a vacina da imunidade contra esta praga.

O árbitro imune tem o respeito e admiração da classe. O árbitro imune ocupa seu tempo livre em pról da arbitragem. Este tempo livre é aquele da viagem longa, onde a equipe de arbitragem segue junta no mesmo carro, ônibus ou avião, tempo para o intercâmbio de informação. Tempo para o plano de trabalho a ser utilizado na partida. Tempo para se conhecerem melhor. Tempo da arbitragem de futebol.

O ciúme é venenoso. Ele atinge os arbitros inseguros. Os árbitros que abrem os ouvidos aos fofoqueiros, a famosa "rádio peão" , as intrigas, aos invejosos e principalmente aos derrotados, pois estes são os árbitros que se vestem de cordeiros e na verdade são lobos famintos, que se utilizam das oportunidades para se darem bem.

Somente a vacina não garante total imunidade. Que será obtida atravês da maturidade e o amor. Assim esta erva daninha será banida do universo da arbitragem.


Show de pergunta: Um espectador faz soar um apito e um defensor situado em sua área penal (grande área), segura a bola com a mão, acreditando que a partida foi interrompida, como deverá proceder o árbitro?

Resposta na próxima coluna. Obs.: Os leitores poderão enviar suas respostas pelo email: colunadearbitragem@gmail.com

Show de pergunta anterior: Um tiro livre é executado de forma rápida e a bola entra na meta. O árbitro não teve a oportunidade de indicar que o tiro livre era indireto, que decisão deverá tomar o árbitro?

Show de resposta anterior: Ordenará que o tiro livre indireto seja novamente executado desde o local original, já que não houve tempo de indicá-lo?

Show de abraços: Aos amigos, Anderson Andrade Pires, José Márcio Mariano, Maurício Diacov, David Ricardo Mioto, Fábio Roberto Rodrigues Chalegre, Maurício Helder Luiz Alexandrino, todos da Federação Paulista de Futebol e a todos que fazem do CONTEÚDO ESPORTIVO ser um grande sucesso na web. E para finalizar, um grande show de abraços e parabéns a minha amada e querida filha Milena Costa Mariano que no último dia 25/09 comemorará o seu 7º aniversário, até a próxima .

 

 
Valter Ferreira Mariano, 38 anos, residente na cidade de Campinas/SP. Árbitro Assistente da Federação Paulista de Futebol. Email: colunadearbitragem@gmail.com

Formado pela Escola de Arbitragem o jornalista Flávio Iazzetti da Federação Paulista de Futebol em 1996/1997 e pela Escola Arbitragem Marco Antônio Ribeiro, entidade ligada a Associação Campineira dos Árbitros de Futebol - ACAF, em 1996.

Colunista de arbitragem, onde escreve sobre a dinâmica de arbitrar uma partida, seus conceitos e ética, suas leis e principalmente do espírito deste esporte chamado futebol.
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